quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Veronika decide morrer


http://www.youtube.com/watch?v=VkEITSgsqgk

Eu já havia lido em algum lugar que o filme estava sendo produzido, e lembro de na época ter ficado apavorada com o possível resultado - apesar de não ser um dos meus livros favoritos de Paulo Coelho (simmmmmmmmmmmm, eu gosto de Paulo Coelho!!), é um dos mais pertubadores do escritor, por tratar de uma temática das mais espinhosas, senão a mais espinhosa de todas: a vontade de morrer, a desistência completa e irrecusável da vida, a certeza de que simplesmente não vale mais a pena.
Mas na verdade, cometo um erro ao dizer q o livro é sobre isso, pois é absolutamente sobre o extremo oposto: a descoberta de que mesmo sem q tenhamos qquer suspeita, a sementinha da "joi de vivre" existe ali, em algum lugar. É só regar com doses de liberdade e desprendimento. Nada que um bom "foda-se mundo!" não resolva.
O segredo para se apreciar a vida é, quem diria, se livrar totalmente dela, e abraçar com vontade as incertezas e loucuras que frequentam nossa existência.

Na trama, Veronika, uma jovem bonita que teria tudo para se sentir realizada com sua existênciazinha repleta de lugares comuns, se depara com a infelicidade inevitável dos que não aceitam a mediocridade dos dias sem cor, e decide então, se matar. Simples assim, sem dramas, melodramas, sem despedidas, apenas uma aceitação simples e serena de que não vale mais a pena viver. Só que nem tudo acontece como planejado, e ao invés da morte certa, ela encontra uma cama fria de um hospital psiquiátrico, e vários personagens que, verdadeiramente pertubardos, mostrarão que a loucura, como tudo na vida, é relativa.

Por motivos muito pessoais esse livro mexeu muito comigo qdo eu o li (ou melhor, devorei) em uma noite, e a história permaneceu comigo durante várias pequenas descobertas que eu fiz nesse caminho maluco q eu venho traçando nos últimos anos. mas a tempos eu não pensava nem no livro nem em Veronika, até abrir ansiosa a minha BRAVO! deste mês e dar de cara com um anúncio de uma página com a minha eterna Buffy (simmmmmm 2 - eu adoro seriados trash sobre vampiros e outras criaturaas afins) como Veronika, e o alerta de estréia do filme para este mês. Fucei e vi os trailers, e apesar de já desgostar de cara do fato de que a trama foi transferida para new york, achei as poucas cenas q eu vi bastante fiéis ao livro. Veremos. O trailer oficial, anuncia em letras garrafais que Sarah Michele Gellar é a Buffy, quer dizer, Veronika, com a qual Paulo Coelho sempre sonhou.... Se ele diz....

Eu pessoalmente gostei mais do teaser não oficial do filme, mas acho q definitivamente vou precisar marcar presença na sala escura para ver o resultado disso tudo. Mas se tem alguma coisa que Paulo Coelho me ensinou, é que nada é por acaso.
Veremos. Afinal, o q importa, como diria Simone de Beauvoir, é "Viver sem tempos mortos"...
Nada de mediocridade. Não nesta vida.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Isabel Coixet e suas preciosidades cinematográficas


Sabe qdo uma coisa - ou várias - é tão especial para vc, q vc não se atreve a querer colocar em palavras todas as emoções que aquilo te desperta?

Alguns filmes, músicas, poemas, são assim para mim. Fortes demais para serem descritos, debatidos, falados. Essas pequenas jóias são tão íntimas, que mesmo aqui, onde eu rasgo o verbo falando dos meus sentimentos mais profundos, muitas vezes não consigo achar uma maneira sincera e sutil o bastante de compartilhá-las. Como se não fosse nunca fazer jus aos maremotos de emoções q elas nunca falham em me despertar.

Como todo mundo que me conhece sabe, eu amo cinema, e sou capaz de assistir "Encouraçado Potenkin" com a mesma gana em que devoro um saco de pipocas assistindo o novo "Harry Potter". Gosto de filmes trash de terror, de clássicos insubstituíveis (essa semana revi "O Pecado mora ao lado" com a eterna Marilyn e "Ladrão de casaca", de Hitchcock, maravilhosos como sempre!), e de boas e velhas comédias românticas, para adoçar a vida q anda meio amarga. Se alguém aqui nunca assistiu "Harry e Sally - feitos um para o outro" para espantar alguma ressaca emocional, eu recomendo!

Mas confesso que mesmo amando filmes, ando meio calejada, e anda difícil algum me emocionar de verdade. Mas quando eu acho que minha sensibilidade em relação a a sétima arte anda perdida, ou minha sensibilidade para comigo mesma anda em falta, eu recorro a duas jóias preciosas que nunca falham em lavar minha alma e renovar tudo - minha fé no cinema unusual, minha fé nas emoções humanas, e quem diria, minha fé nos próprios seres humanos e na nossa eterna capacidade de enfrentar qualquer coisa, e porque não, recomeçar.

Estes filmes são "A Vida Secreta das Palavras" e "Minha Vida Sem Mim", ambos da diretora espanhola Isabel Coixet. Ambos lidam com a dor e com a superação de maneira simples, despojada, e acima de tudo, sincera. Ambos contam com a excelente Sarah Polley como protagonista, e têm na trilha sonora e na fotografia simples e naturalista pontos fortes. E acima de tudo, ambos falam de amor, de conexões humanas, falam do impacto que podemos ter na vida dos outros. São sem sombra de dúvida, meus filmes favoritos.

Ontem, em um dia complicado, frustrante e decepcionante, decidi perder umas horas de sono e ficar até tarde assistindo "Minha Vida...",e depois de algumas lágrimas derramadas, consegui dormir leve, pensando que a vida, apesar de êfemera, depende apenas de nós mesmos para ser marcante. Que marca você gostaria de deixar na vida das pessoas que te cercam? Essa é a pergunta que fica para mim, toda vez que termino de assistir o filme. E acreditem, é uma pergunta e tanto.

"A Vida Secreta das Palavras", que talvez seja o filme que mais me impactou em todos meus 27 anos, fala da capacidade de reconstrução que o ser humano possui, fala de novos inícios, da superação de dores absurdas, e da permissão que podemos nos dar - ou negar - para sermos felizes. Fala acima de tudo, do que não precisa ser dito, mas apenas sentido. E de como essas coisas caladas podem mudar tudo. Nas palavras da diretora:

“Words –like shoals of fish- team around in our heads and crowd against our vocal chords, fighting to get out and be listened to by others. And sometimes they get lost on the journey from head to throat. This is about those lost words that wander for a long time in a limbo of silence (and misunderstandings and errors and past and pain) and then one day come pouring out, and once they start nothing can stop them.”

Depois de um ano vivendo às voltas com o não dito, eu não posso deixar de me comover profundamente com essas situações, e embora o drama dos personagens seja algo impensável para a minha realidade, a sensação de aprisionamento é familiar, muito familiar.

Hoje recomendei este filme para alguém, e decidi vir aqui falar dessas pequenas preciosidades que enriquecem minha vida. Achei que não teria o que falar, que os sentimentos que eles despertam em mim são tão profundos que não sairiam, mas quem diria.... um post gigantesco depois, aqui estou eu, como sempre!

Mas vale ainda deixar o link para um blog maravilhoso, e um texto melhor ainda sobre a diretora (q trabalha nesses dois filmes com a produção dos irmãos almodovar) e sobre essas jóias do cinema.

"... A vida secreta das palavras ... que não é só uma história de amor maravilhosa, é um filme sobre a solidão, sobrevivência, sobre a (in)capacidade de seguir em frente, porque afinal a vida continua. Continua, mas continua como? O filme é genial. Genial desde os letreiros no comecinho do filme, na formação de palavras como love, fear, life, scream, etc., em cada nome que surge na tela. Genial do começo ao fim. Isabel Coixet é a diretora dos detalhes das cenas cotidianas da vida. E te deixa tão íntimo da situação, que o filme parece estar acontecendo bem ali na casa do seu vizinho de porta, de tão próxima e familiar que ela fica, mesmo boa parte do filme acontecendo numa plataforma de petróleo em alto mar. O tempo de cada cena, o silêncio a mais que sobra e é filmado depois de um diálogo – quase constrangimentos, quase vida real. "

Leiam, assistam, vivam. Vale a pena.



quinta-feira, 30 de julho de 2009

Que el tiempo pase y llegue algo nuevo...


Porque Yo Te Amo

(Antonio Birabent)

Por ese palpitar
que tiene tu mirar
yo puedo presentir
que tu debes sufrir
igual que sufro yo
por esta situacion
que nubla la razon
sin permitir pensar

en qué ha de concluir
el drama singular
que existe entre los dos
tratando simular
tan solo una amistad
mientras en realidad
se agita la pasion
que muerde el corazon
y que obliga a callar
yo te amo.... yo te amo...
y porsobre todas las cosas del mundo yo te amo

coro:
tus labios de rubí
de rojo carmez
parecen murmurar
mil cosas sin hablar
y yo que estoy aquí
sentado frente a tí
me siento desangrar
sin poder conversar

tratando de decir
tal vez será mejor
me marche yo de aquí
para no vernos más
total que más me dá
ya sé que sufriré
pero al final tendré
tranquilo el corazón
y al fin podré gritar
yo te amo! ... yo te amo!...

coro:
tus labios de rubí
de rojo carmezi
parecen murmurar
mil cosas sin hablar
y yo que estoy aquí
sentado frente a tí
me siento desangrar
sin poder conversar

tratando de decir
tal vez será mejor
me marche yo de aquí
para, para no vernos más
total que más me dá
ya sé que sufriré
pero al final tendré
tranquilo el corazón
y al fin podré gritar
yo te amo! ... yo te amo!...
yo te amo...

Pois é. Merda.
Só preciso lembrar que o que não é do outro, não significa que será meu. Simples assim.

Nada Bueno

¿dónde habíamos quedado? retomemos desde ahí.
No descubrí nada imprescindible
Y me fui de ahí, viaje.
Y comprobé que aunque me escape todos los lugares me encuentran.
Ahora los veo venir. solos.
Se apoderan de mí.
Y yo me dejo llevar, y yo me dejo elevar también,
Y desde ahí sentir que no hay nada bueno.
Recordé que no hay nada bueno.
¿dónde habíamos quedado? retomemos desde ahí.
Cuando no te tengo cerca todos los sitios son ajenos, y el presente es un continuo deseo:
Que el tiempo pase y llegue algo nuevo, que el tiempo pase y llegue algo bueno.
Pero no descubro nada imprescindible.
Me recuesto y vuelvo a sentir: que no hay nada bueno en ti.
Recordé que no hay nada bueno,
Y yo sé que no hay nada imprescindible y, tal vez, será por eso que te amo.
Hoy leí que no hay nada bueno.

Merda.

sábado, 25 de julho de 2009

Para mim mesma.




O Poço

Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.

Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

(Pablo Neruda)

Não vou mais ferir a mim mesma. Cabe apenas a mim me ajudar a ser boa, e encontrar em minha essência -e nos abraços queridos de quem me ama e me quer bem- o amor necessário para que o fundo do poço, fique cada vez mais longe. Não me afundarei em profunda cólera, não jurarei mal ao inimigo que teima em ser sádico. Serei forte, constante - um verdadeiro lenhador que abre seu espaço em meio à selva fechada das picuinhas pequenas e tristes. Pq Deus sabe que tendência a pastora doce e cordata, eu nunca tive. E sabe o que é mais doido nisso tudo? Hoje realizei um dos maiores sonhos da minha vida - q era estar em um set de cinema. "Ação", "Corta", o som da claquete batendo forte e anunciando um sonho realizado a cada nova tomada. Quis muito estar aqui, e aqui estou. O que vier no meio do caminho, tem que ser lucro. E será.

Se cada dia cai

Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

Pablo Neruda (Últimos Poemas)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Que livro vc seria??

Encontrei vários blogs falando sobre esse teste, e embora eu não goste muito desses testes q massificam e generalizam tudo (falou a garota q adora um horóscopo), eu não resisti e resolvi fazer.... achei as perguntas meio estranhas, e quando já achava q não ia dar em nada.... veio o resultado, e que resultado!
Romântica e neurótica. Eu???? hehehe... tudo bem, tudo bem....

Que livro é você?

Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra.


"Antologia poética", de Carlos Drummond de Andrade

"O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua". Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.


"Doidas e santas", de Martha Medeiros

Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando... Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de "Doidas e Santas" (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Musa

Minha melhor amiga acabou de me mandar o link para uma entrevista maravilhosa, de uma figura mais maravilhosa ainda.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u575424.shtml
Já tinha ouvido falar dessa escritora, mas nunca li nada dela, o que faço questão de remediar pronto.
Na entrevista, a autora irlandesa Edna O'Brien fala sobre crescer sem acesso à literatura, sobre a Irlanda repressora que baniu seus livros, e sobre a mulher moderna, dona de si e guerreira em uma sociedade patriarcal e sexista. Verdadeiros exemplos de vida para mulheres contemporâneas, independentes e ainda assim, viciadas em suas vidas amorosas e em relacionamentos insatisfatórios e fugas mentais.

Folha Online - Seu livro "Dezembros Selvagens" conquistou fãs no Brasil, em sua maioria mulheres. O que a senhora diria a essas mulheres que tentam conciliar no seu cotidiano a falta de tempo e seu desejo de mudar o mundo, a "desesperança" que se vê nos jornais a cada manhã e suas crenças e vontades determinadas?

Edna O'Brien - Estou bastante ansiosa para ir ao Brasil e à Flip. Fico feliz em saber que tenho fãs de "Dezembros Selvagens", que acabou de ser filmado para a televisão irlandesa. Sim, o mundo, com suas guerras e escassez, e partidos e barbáries e todo o restante, é insuportável de ser observado, e isso me leva à questão de escrever e do porquê alguém deveria escrever. Seria a literatura um luxo? Sim, mas é um luxo de que não podemos abrir mão.

Acho que foi Stefan Zweig [escritor austríaco que viveu no Brasil na primeira metade do século 20] quem disse que a arte era um grande consolo para o indivíduo, mas inútil diante da história. Sim, a arte é necessária, responde a uma necessidade espiritual e intelectual das pessoas. Imagino que muitos escritores sintam-se impotentes por não conseguirem reportar todas as atrocidades que acontecem espalhadas pelo mundo, mas também acredito que reportagens esclarecidas feitas em todo o mundo ultrapassam o drama e a ficção contemporâneos. Como últimas palavras, eu diria que os seres humanos necessitam da mágica da poesia e do grande prosa ou drama.

....

Folha Online - O que levou a senhora a escrever, já que Estudou para se tornar farmacêutica?

O'Brien - Estudei para ser farmacêutica porque era o que meus pais queriam. Eu fui, de certa forma, obediente; mas meu outro lado, minha face rebelde e impositiva, não estava muito longe da superfície.

Escrever foi minha tábua de salvação que, com todas as suas provações, me permitiu manter um estado, ainda que precário, de sanidade.

"Um estado, ainda q precário, de sanidade..." É, acho q o blog vai sobreviver. Mesmo que precária, qquer sanidade é bem vinda, não é mesmo?


domingo, 24 de maio de 2009

In My Secret Life

http://www.youtube.com/watch?v=meBNeNwiagw

"In My Secret Life"

I saw you this morning.
You were moving so fast.
Can’t seem to loosen my grip
On the past.
And I miss you so much.
There’s no one in sight.
And we’re still making love
In My Secret Life.
I smile when I’m angry.
I cheat and I lie.
I do what I have to do
To get by.
But I know what is wrong,
And I know what is right.
And I’d die for the truth
In My Secret Life.
Hold on, hold on, my brother.
My sister, hold on tight.
I finally got my orders.
I’ll be marching through the morning,
Marching through the night,
Moving cross the borders
Of My Secret Life.
Looked through the paper.
Makes you want to cry.
Nobody cares if the people
Live or die.
And the dealer wants you thinking
That it’s either black or white.
Thank G-d it’s not that simple
In My Secret Life.
I bite my lip.
I buy what I’m told:
From the latest hit,
To the wisdom of old.
But I’m always alone.
And my heart is like ice.
And it’s crowded and cold
In My Secret Life."

(Leonard Cohen)

Cansada da minha vida secreta. Hora de colocar tudo para fora de uma maneira ou outra, e seguir adiante. It`s time now.