Eu já havia lido em algum lugar que o filme estava sendo produzido, e lembro de na época ter ficado apavorada com o possível resultado - apesar de não ser um dos meus livros favoritos de Paulo Coelho (simmmmmmmmmmmm, eu gosto de Paulo Coelho!!), é um dos mais pertubadores do escritor, por tratar de uma temática das mais espinhosas, senão a mais espinhosa de todas: a vontade de morrer, a desistência completa e irrecusável da vida, a certeza de que simplesmente não vale mais a pena.
Mas na verdade, cometo um erro ao dizer q o livro é sobre isso, pois é absolutamente sobre o extremo oposto: a descoberta de que mesmo sem q tenhamos qquer suspeita, a sementinha da "joi de vivre" existe ali, em algum lugar. É só regar com doses de liberdade e desprendimento. Nada que um bom "foda-se mundo!" não resolva.
O segredo para se apreciar a vida é, quem diria, se livrar totalmente dela, e abraçar com vontade as incertezas e loucuras que frequentam nossa existência.
Na trama, Veronika, uma jovem bonita que teria tudo para se sentir realizada com sua existênciazinha repleta de lugares comuns, se depara com a infelicidade inevitável dos que não aceitam a mediocridade dos dias sem cor, e decide então, se matar. Simples assim, sem dramas, melodramas, sem despedidas, apenas uma aceitação simples e serena de que não vale mais a pena viver. Só que nem tudo acontece como planejado, e ao invés da morte certa, ela encontra uma cama fria de um hospital psiquiátrico, e vários personagens que, verdadeiramente pertubardos, mostrarão que a loucura, como tudo na vida, é relativa.
Por motivos muito pessoais esse livro mexeu muito comigo qdo eu o li (ou melhor, devorei) em uma noite, e a história permaneceu comigo durante várias pequenas descobertas que eu fiz nesse caminho maluco q eu venho traçando nos últimos anos. mas a tempos eu não pensava nem no livro nem em Veronika, até abrir ansiosa a minha BRAVO! deste mês e dar de cara com um anúncio de uma página com a minha eterna Buffy (simmmmmm 2 - eu adoro seriados trash sobre vampiros e outras criaturaas afins) como Veronika, e o alerta de estréia do filme para este mês. Fucei e vi os trailers, e apesar de já desgostar de cara do fato de que a trama foi transferida para new york, achei as poucas cenas q eu vi bastante fiéis ao livro. Veremos. O trailer oficial, anuncia em letras garrafais que Sarah Michele Gellar é a Buffy, quer dizer, Veronika, com a qual Paulo Coelho sempre sonhou.... Se ele diz....
Eu pessoalmente gostei mais do teaser não oficial do filme, mas acho q definitivamente vou precisar marcar presença na sala escura para ver o resultado disso tudo. Mas se tem alguma coisa que Paulo Coelho me ensinou, é que nada é por acaso.


