Minha mãe diz que eu não tive infância. Ora, eu mesma sempre brinco que eu não tive infância. E isso não é bem verdade, eu tive infãncia..... Só foi uma infância, digamos, unusual. Eu cresci mudando de cidade para cidade, incrivelmente ligada à minha família - pai, mãe, um irmão dez anos mais velho, e uma irmã com seis anos a mais. Tudo que eu queria ser na vida era ser inteligente como meu irmão e linda como a minha irmã. E tudo que eu queria fazer na vida, era afundar meu nariz em livros e mais livros e deixar de lado aquelas bonecas chatas nas quais eu nunca achei muita graça (sério gente, elas não falavam. não discutiam meus livros comigo, não contavam piadas, não gostavam do menudo. como eu ia gostar delas????).
Então, dentro dessa vida de mudanças e no meio de uma família para lá de amorosa e auto-suficiente, cresci querendo falar igual gente grande, me portando igual gente grande e claro, exatamente por tudo isso, sendo uma criança extremamente chata. Mas tudo bem, nada que terapia para o resto da vida não resolva! ;)
Mas além de ser chata e metida a adulta, eu cresci, inevitavelmente, sob grande infuência dos gostos dos meus irmãos, que óbvio, estavam a anos luz do gosto de uma criança "normal". Da minha irmã, copiei a vontade de ser artista, e acabei fazendo 3 cursos de manequim e modelo, com direito a aulas de etiqueta e tudo o mais. Herdei também o gosto pelos Menudos, que me fez obrigar minha mãe a me levar no show deles e me fazia passar batom vermelho nos lábios e subir na cama para beijar o pôster deles que havia sobre a minha cabeceira - tudo isso com 3 anos de idade. E se vc está se perguntando, sim, meu favorito era o Ricky Martin, e ali minha mãe já deveria saber que eu acabaria a vida como defensora da causa LGBT.
Do meu irmão, eu herdei o gosto musical por rock nacional dos anos 80 e o gosto bizarro por quadrinhos e livros estranhos. Era do meu irmão o primeiro livro da Agatha Christie que eu li (e que virou uma coleção com todos os livros publicados dela em português, qdo eu tinha apenas 12 anos) e foi ele que me deu de presente duas paixões: meu primeiro livro do Conan Doyle, Um Estudo em Vermelho, que me deixou viciada no meu querido Sherlock, e - como presente no meu aniversário de 9 anos - uma edição linda e maravilhosa de Os Três Mosqueteiros (provavelmente meu livro favorito até hoje). Como eu era uma criança chata, nunca suportei quadrinhos como Turma da Mônica e afins, mas roubava (escondida da minha mãe, claro), os Conans e Mads do meu irmão. Sério, (não riam!!), Conan - O Bárbaro era meu gibi favorito qdo eu era criança. E meu humor foi totalmente moldado pela Mad, o que fala muito sobre a adulta perturbada q sou..... mas enfim.
Voltando ao foco desse post, e ao motivo de eu estar aqui fazendo terapia online de madrugada, nem só de Menudo e Dominó vivia aquela pequena criança. Lembro da primeira vez, acho que por volta dos 6 anos de idade, em que eu vi o vinil do Cabeça Dinossauro do Titãs, com aquela capa absurdamente foda. Foi como se o Mar Vermelho se abrisse à minha frente e eu visse Deus. Cresci cantando Flores e horrorizando minha mãe toda vez que cantava Bichos Escrotos. O Pulso então, era a minha favorita!!!! Fora Titãs, era impossível não escutar muito Legião, Paralamas, Ultraje, Camisa de Vênus, enfim, tudo que passasse pelas fitas cassetes e vinis do meu irmão e de seus amigos. Foi nessa fase tbem que conheci Queen, o que foi outra revolução na minha vida.... Mas de todas essas músicas, durante toda minha infãncia e pré-adolescência, sempre existiu uma que me fascinava. E era Faroeste Caboclo. Era como um mito, algo além da minha compreensão, uma música que eu não sabia se deveria escutar ou ler, adorar ou me sentir péssima pela história daquele homem que passa por tudo aquilo, e acaba morto em um duelo em Brasília - sem falar que qdo eu descobri o que era o "comia todas as menininhas da cidade, de tanto brincar de médico aos doze era professor".... oh gloria! Acho que sempre encarei essa música como uma Ilíada pop, cada frase contava uma história, merecia ser analisada e demorava anos para ser realmente compreendida.....
O legal é que todas essas músicas que povoaram minha infância, possuem letras fantásticas e difíceis de cantar. Mas Faroeste Caboclo era um novo limiar, algo além. E provavelmente por isso mesmo, um belo de um desafio. Lembro de algumas vezes, ficar tentando cantar ela junto com o disco, só para enrrolar a língua e me perder completamente no meio do caminho.... Até um certo dia.
Um certo dia, onde eu, já com meus 15 anos, logo após a morte do Renato Russo, estava sentada com algumas amigas nos degraus do prédio de uma delas, e um outro amigo chegou, trazendo seu primo de fora, que estava passando uns dias na cidade. Seu primo inteligente, mais velho, com olhos verdes lindos d-e-m-o-r-r-e-r. E eu, grande conhecedora das coisas do mundo (contadas pelas minhas pilhas de livros, claro), comecei a conversar com ele, e presumo, a babar diante de tanto charme (convenhamos que não precisa muito para impressionar uma menina de 15 anos não é mesmo??). Em algum momento da noite, começamos a falar da morte do Renato Russo, de suas músicas.... E começamos a cantar. Cantamos Eduardo e Mônica, Pais e Filhos.... E então cantamos Faroeste Caboclo. Quer dizer, eu tentei... E ele me ensinou. Estrofe por estrofe, palavra por palavra. E eu aprendi. Assim como aprendi, algumas horas depois, que garotos mais velhos de olhos verdes lindos, mesmo qdo ensinam músicas incríveis para adolescentes gordinhas e metidas a inteligente, não querem necessariamente beijá-las. E confesso que tanto a letra qto a lição ficaram comigo daquela noite.
Então, apesar de saber outras mil e uma letras, apesar de na verdade, ter que gostar da letra antes mesmo de gostar de qquer música nova que escuto, é da letra de Faroeste Caboclo que eu sempre me lembro. De João e de Maria Lúcia, e do menino lindo de olhos verdes que me ensinou a história deles, mas de quem eu nem lembro mais o nome. E das inevitáveis verdades da vida que aprendemos ao longo do caminho.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Tom Jobim & Dorival Caymmi
O universo anda meio bizarro - penso em musicas ou musicos e outros serzinhos neuroticos pensam junto, sinto saudades de alguma coisa, e encontro a trilha sonora perfeita no blog de alguem!!! Medo!!! =0
Entao, direto do excelente Pistola D'agua, com as sempre excelentes dicas do Andre!!!
Tom Jobim & Dorival Caymmi - Caymmi visita Tom
Entao, direto do excelente Pistola D'agua, com as sempre excelentes dicas do Andre!!!
Tom Jobim & Dorival Caymmi - Caymmi visita Tom
day 07 - a song that reminds you of a certain event
Então. Finalmente, essa é fácil!!!!! Fácil pq existe um evento que foi marcante na minha vida, e nele existiu uma música escolhida a dedo que para o resto dos meus dias, vai me lembrar daquele momento. (ufa! tava na hora de uma música vir facil peloamordedeus!!!)
Eu poderia escrever linhas e mais linhas sobre como foi entrar na faculdade, sobre como diabos eu fui parar no curso de Relações Internacionais, sobre todas as pessoas maravilhosas que eu conheci no caminho. Mas é para falar de um evento, e provavelmente ainda esta para nascer um dia tão emocionante como o da minha formatura.
Primeiro, nos formamos em apenas 8 alunos, e mais dois colegas de uma outra turma. Nós eramos uma turma unida, briguenta e que dava uma dor de cabeça danada para a coordenação do curso e para todos os professores que se irritavam com a nossa mania de perguntar, questionar e exigir mais, sempre mais. Mas alguns outros professores adoravam o fato de que nos importávamos o bastante com o curso e com o que aprendíamos para estudar, questionar e ser uma verdadeira unha encravada na vida de alguns chatonildos de plantão.
Eu, metida como sempre, fui representante de turma durante todo o curso, e por uma boa parte, representante de todos os alunos junto ao colegiado (uma espécie de conselho obrigatório formado por alguns professores, um representante dos alunos e a coordenação - sentiu a encrenca???). Por isso mesmo, sempre bati de frente com tudo e com todos, e fazia isso com um sorriso na cara e a aprovação dos colegas da minha turma, vista como esnobe por boa parte dos alunos de outros períodos. Hunpf.
A aventura da formatura começou no dia em que decidimos que, por falta de grana e de paciência para cerimônias infinitas, e por estarmos em um número ridículo de alunos, faríamos a colação de grau e a festa tudojuntoaomesmotempoagora. Então, decidimos que fariamos tudo em um restaurante tradicional da cidade, onde após recebermos nossos canudos, já faríamos o jantar para nossos convidados e depois colocaríamos um DJ para trabalhar. Claro que tudo isso era ótimo, perfeito e bem planejado na nossa cabeça, mas convencer o cerimonial da faculdade de que poderíamos fazer isso funcionar foi outros quinhentos. E põe quinhentos nisso. Acho que poucas vezes me irritei tanto em uma reunião qto na em que tivemos que bater pé e dizer que a #$%&*# da formatura era um evento nosso, e não da faculdade, portanto tínhamos o direito de decidir onde e o que faríamos. Ah, claro, como boa produtora que sou, acabei assumindo, junto com a minha garota QI Heloíse, toda a organização do evento. O que na verdade eu adorei fazer, pq por sendo a controlfreak que eu sou, ia ser difícil deixar tudo nas mãos de outras pessoas. Mas enfim. Depois de sangue e lágrimas, convencemos a fofa da cerimonial a liberar a formatura, e fomos atrás de tudo que precisávamos - desde contratar um mestre de cerimonias, um dj, uma fotógrafa, até alugar palco, contratar a decoração, as becas, canudos, etc. E tudo isso com zero de orçamento, o que sempre deixa a coisa mais... divertida, digamos assim. Depois de muita dor de cabeça, como não poderia deixar de ser, conseguimos organizar tudo e ainda organizar a cerimônia de maneira que cada um dos 10 formandos tivesse um papel nela. Euzinha, fui eleita a oradora, então além de tudo tive que escrever um discurso que ao mesmo tempo não ofendesse ninguém, mas que tbem não deixasse de demonstrar toda a rebeldia da nossa turma e enviasse os devidos recados para as pessoas que sabíamos, iriam soltar rojões depois de nos verem pelas costas.
Qdo o bendito dia chegou, lá fui eu na metade da tarde, de bob no cabelo e tudo, para o restaurante, acompanhar a montagem do palco, etc, etc. E foi daí que algumas coisas, como não poderiam deixar de ser, desandaram. Mas novamente, como boa produtora que sou, tudo estava sob controle, até o restaurante não achar o @#$%&* do púlpito que haviam nos garantido que tinham, e a fofa da cerimonial dizer que sem púlpito não haveria formatura. Tudo isso a menos de meia hora da cerimônia começar. Juro que se eu não arranquei algumas cabeças naquele dia, é pq eu tremia tanto de raiva, que qquer golpe com meu sabre de luz imaginário teria sido fatal - para mim, é claro. Enfim, resolvido o problema do púlpito e com todas as cabeças intactas, a cerimonial - já mencionei que ela era fofa? - quis implicar com meu discurso, achando que eu ia ser deselegante com ele. Moi???? Claro que não, pq afinal todo mundo sabe que eu nunca desço do salto, especialmente na frente de mais de 200 pessoas, não é mesmo....

Qdo finalmente fomos começar a cerimônia, eu descobri que simplesmente estava com as pernas bambas de nervosismo (e resquício de ódio no coraçãozinho) e tremendo feito uma vara verde. Então foi divertido entrar pelo restaurante, fazer cara de séria, ouvir todos os discursos, levantar e fazer o meu próprio discurso, receber a placa de melhor aluna do curso das mãos da coordenadora, pegar o canudo, chorar horrores ao entregar para minha mãe a placa de homenagem aos pais, e por último, jogar o chapéuzinho do qual eu nunca lembro o nome para cima e saber que finalmente, aquela fase da minha vida havia acabado.

No meio disso tudo, houve claro, o tradicional power point com as fotinhos dos alunos quando crianças e adultos, embalado por uma música maravilhosa que graças à herança rock&roll da nossa querida colega Helen, já era trilha dos nossos anos de faculdade. Nos momentos que as luzes se apagaram e a apresentação começou, e a letra da música começou a contar um pouco da nossa história, foi inevitável não pensar em tudo que eu havia passado para chegar até ali, e tudo que havia compartilhado com aquelas pessoas que estavam à minha volta. Foi emocionante, foi de tirar o fôlego, foi lindo. E com certeza, é essa música que sempre me lembrará desse momento.
Eu poderia escrever linhas e mais linhas sobre como foi entrar na faculdade, sobre como diabos eu fui parar no curso de Relações Internacionais, sobre todas as pessoas maravilhosas que eu conheci no caminho. Mas é para falar de um evento, e provavelmente ainda esta para nascer um dia tão emocionante como o da minha formatura.
Primeiro, nos formamos em apenas 8 alunos, e mais dois colegas de uma outra turma. Nós eramos uma turma unida, briguenta e que dava uma dor de cabeça danada para a coordenação do curso e para todos os professores que se irritavam com a nossa mania de perguntar, questionar e exigir mais, sempre mais. Mas alguns outros professores adoravam o fato de que nos importávamos o bastante com o curso e com o que aprendíamos para estudar, questionar e ser uma verdadeira unha encravada na vida de alguns chatonildos de plantão.
Eu, metida como sempre, fui representante de turma durante todo o curso, e por uma boa parte, representante de todos os alunos junto ao colegiado (uma espécie de conselho obrigatório formado por alguns professores, um representante dos alunos e a coordenação - sentiu a encrenca???). Por isso mesmo, sempre bati de frente com tudo e com todos, e fazia isso com um sorriso na cara e a aprovação dos colegas da minha turma, vista como esnobe por boa parte dos alunos de outros períodos. Hunpf.
A aventura da formatura começou no dia em que decidimos que, por falta de grana e de paciência para cerimônias infinitas, e por estarmos em um número ridículo de alunos, faríamos a colação de grau e a festa tudojuntoaomesmotempoagora. Então, decidimos que fariamos tudo em um restaurante tradicional da cidade, onde após recebermos nossos canudos, já faríamos o jantar para nossos convidados e depois colocaríamos um DJ para trabalhar. Claro que tudo isso era ótimo, perfeito e bem planejado na nossa cabeça, mas convencer o cerimonial da faculdade de que poderíamos fazer isso funcionar foi outros quinhentos. E põe quinhentos nisso. Acho que poucas vezes me irritei tanto em uma reunião qto na em que tivemos que bater pé e dizer que a #$%&*# da formatura era um evento nosso, e não da faculdade, portanto tínhamos o direito de decidir onde e o que faríamos. Ah, claro, como boa produtora que sou, acabei assumindo, junto com a minha garota QI Heloíse, toda a organização do evento. O que na verdade eu adorei fazer, pq por sendo a controlfreak que eu sou, ia ser difícil deixar tudo nas mãos de outras pessoas. Mas enfim. Depois de sangue e lágrimas, convencemos a fofa da cerimonial a liberar a formatura, e fomos atrás de tudo que precisávamos - desde contratar um mestre de cerimonias, um dj, uma fotógrafa, até alugar palco, contratar a decoração, as becas, canudos, etc. E tudo isso com zero de orçamento, o que sempre deixa a coisa mais... divertida, digamos assim. Depois de muita dor de cabeça, como não poderia deixar de ser, conseguimos organizar tudo e ainda organizar a cerimônia de maneira que cada um dos 10 formandos tivesse um papel nela. Euzinha, fui eleita a oradora, então além de tudo tive que escrever um discurso que ao mesmo tempo não ofendesse ninguém, mas que tbem não deixasse de demonstrar toda a rebeldia da nossa turma e enviasse os devidos recados para as pessoas que sabíamos, iriam soltar rojões depois de nos verem pelas costas.
Qdo o bendito dia chegou, lá fui eu na metade da tarde, de bob no cabelo e tudo, para o restaurante, acompanhar a montagem do palco, etc, etc. E foi daí que algumas coisas, como não poderiam deixar de ser, desandaram. Mas novamente, como boa produtora que sou, tudo estava sob controle, até o restaurante não achar o @#$%&* do púlpito que haviam nos garantido que tinham, e a fofa da cerimonial dizer que sem púlpito não haveria formatura. Tudo isso a menos de meia hora da cerimônia começar. Juro que se eu não arranquei algumas cabeças naquele dia, é pq eu tremia tanto de raiva, que qquer golpe com meu sabre de luz imaginário teria sido fatal - para mim, é claro. Enfim, resolvido o problema do púlpito e com todas as cabeças intactas, a cerimonial - já mencionei que ela era fofa? - quis implicar com meu discurso, achando que eu ia ser deselegante com ele. Moi???? Claro que não, pq afinal todo mundo sabe que eu nunca desço do salto, especialmente na frente de mais de 200 pessoas, não é mesmo....
Reparem na minha cara relaxada e feliz.
Qdo finalmente fomos começar a cerimônia, eu descobri que simplesmente estava com as pernas bambas de nervosismo (e resquício de ódio no coraçãozinho) e tremendo feito uma vara verde. Então foi divertido entrar pelo restaurante, fazer cara de séria, ouvir todos os discursos, levantar e fazer o meu próprio discurso, receber a placa de melhor aluna do curso das mãos da coordenadora, pegar o canudo, chorar horrores ao entregar para minha mãe a placa de homenagem aos pais, e por último, jogar o chapéuzinho do qual eu nunca lembro o nome para cima e saber que finalmente, aquela fase da minha vida havia acabado.
No meio disso tudo, houve claro, o tradicional power point com as fotinhos dos alunos quando crianças e adultos, embalado por uma música maravilhosa que graças à herança rock&roll da nossa querida colega Helen, já era trilha dos nossos anos de faculdade. Nos momentos que as luzes se apagaram e a apresentação começou, e a letra da música começou a contar um pouco da nossa história, foi inevitável não pensar em tudo que eu havia passado para chegar até ali, e tudo que havia compartilhado com aquelas pessoas que estavam à minha volta. Foi emocionante, foi de tirar o fôlego, foi lindo. E com certeza, é essa música que sempre me lembrará desse momento.
Sras. e Srs., com vcs, Vamos Fazer Um Filme, do Legião Urbana.
"Achei um 3x4 teu e não quis acreditar
Que tinha sido há tanto tempo atrás
Um bom exemplo de bondade e respeito
Do que o verdadeiro amor é capaz
A minha escola não tem personagem
A minha escola tem gente de verdade
Alguém falou do fim-do-mundo,
O fim-do-mundo já passou
Vamos começar de novo:
Um por todos, todos por um
O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?"
Todo mundo caprichando na cara de comportado.
Ninguem viu minhas perninhas tremendo feito vara verde.
Que tinha sido há tanto tempo atrás
Um bom exemplo de bondade e respeito
Do que o verdadeiro amor é capaz
A minha escola não tem personagem
A minha escola tem gente de verdade
Alguém falou do fim-do-mundo,
O fim-do-mundo já passou
Vamos começar de novo:
Um por todos, todos por um
O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?"
"Se começamos entre muitos desconhecidos, terminamos entre poucos melhores amigos. E se amigos são a família que escolhemos, como verdadeiros pais soubemos guiar uns aos outros pelas dificuldades do percurso, oferecendo um abrigo protetor e um refúgio mais do que necessário em tantos momentos que nos foram marcantes. Como verdadeiros irmãos e irmãs, soubemos respeitar nossas diferenças – religiosas, políticas, ideológicas – e brigar, brincar e nos divertir com a mesma paixão e leveza que apenas uma verdadeira família possui. Unidos contra as injustiças do mundo e contra o sistema, nossa pequena família se manteve forte, fiel e revolucionária, afinal, se o sistema é mau, a nossa turma é legal."
(parte final do meu discurso!!)
sexta-feira, 6 de maio de 2011
day 06 - a song that reminds you of somewhere
@#$%¨&*&¨%$#@!!!!!!!!!!!!!!!
Eu acabei de perder o maior post do mundo (mentira, mas ele era longo, e tava legal, e por algum motivo eu selecionei o texto para formatar e tudo simplesmente sumiu) e to com vontade de chorar. Era um post bonitinho, falando como eu tenho me sentindo meio blergh nos últimos dias, e por isso sem vontade de escrever (para não contaminar ninguém com as minhas blerghuisses), e que eu estava atrasada no 30 days song challenge, e que havia sido difícil escolher uma musica que me lembrasse de algum lugar, pq só me ocorriam músicas ruins que me lembravam de lugares ruins, dai eu comecei a pensar ao contrário, pensei em um lugar bom e bazinga! Lembrei da minha viagem para Buenos Aires com a minha melhor amiga Cindy, que foi tudo de bom e maravilhoso, na cidade dos sonhos, com a cia da minha sister do coração (snif, eu tinha feito comentarios engraçados e tão sweets a respeito dela, meleca!!), e que antes de viajarmos haviamos ido assistir 500 days of summer (e dai eu havia falado do filme, @##$%¨&¨%#!!, que era uma graça e sobre como eu havia me identificado com o personagem principal), e que eu havia adorado a trilha sonora (The Smiths, Regina Spektor, e mais zilhões de coisas boas), e que apóis baixar o cd e esquecer de entregar para a Cindy durante meses, decidi levar para BsAs qdo fui me encontrar com ela lá, e sem mais nem menos ele virou a trilha sonora da nossa viagem.
Mas é claro que eu tinha falado tudo isso com mil e um detalhes, com varias piadinhas sem graça e tudo que eu tinha direito. Mas o destino é cruel e pessoas blergh não devem se manifestar, então vou ser rápida e dizer que, como o desafio é escolher uma música e não um album, eu havia escolhido a música que mais me chamou a atenção na trilha, pela letra gracinha e pelo ritmo que até hoje me faz querer sair dançando no meio da rua - qdo eu não estou querendo destruir computadores que engolhem meus textos, óbvio.
Então, sem maiores delongas, Sras. e Srs., She's Got You High, de uma banda chamada Mumm-ra, sobre a qual eu nunca me dei ao trabalho de pesquisar, mas que merece o premio de originalidade pelo nome, vamos concordar. tunder, tunder, tundercartsss uhaa!!
E como eu sou boazinha, vou deixar vcs com algumas fotos da viagem - já que tudo que eu escrevi não sobreviveu, fiquem pelo menos com as imagens!!
Eu acabei de perder o maior post do mundo (mentira, mas ele era longo, e tava legal, e por algum motivo eu selecionei o texto para formatar e tudo simplesmente sumiu) e to com vontade de chorar. Era um post bonitinho, falando como eu tenho me sentindo meio blergh nos últimos dias, e por isso sem vontade de escrever (para não contaminar ninguém com as minhas blerghuisses), e que eu estava atrasada no 30 days song challenge, e que havia sido difícil escolher uma musica que me lembrasse de algum lugar, pq só me ocorriam músicas ruins que me lembravam de lugares ruins, dai eu comecei a pensar ao contrário, pensei em um lugar bom e bazinga! Lembrei da minha viagem para Buenos Aires com a minha melhor amiga Cindy, que foi tudo de bom e maravilhoso, na cidade dos sonhos, com a cia da minha sister do coração (snif, eu tinha feito comentarios engraçados e tão sweets a respeito dela, meleca!!), e que antes de viajarmos haviamos ido assistir 500 days of summer (e dai eu havia falado do filme, @##$%¨&¨%#!!, que era uma graça e sobre como eu havia me identificado com o personagem principal), e que eu havia adorado a trilha sonora (The Smiths, Regina Spektor, e mais zilhões de coisas boas), e que apóis baixar o cd e esquecer de entregar para a Cindy durante meses, decidi levar para BsAs qdo fui me encontrar com ela lá, e sem mais nem menos ele virou a trilha sonora da nossa viagem.
Mas é claro que eu tinha falado tudo isso com mil e um detalhes, com varias piadinhas sem graça e tudo que eu tinha direito. Mas o destino é cruel e pessoas blergh não devem se manifestar, então vou ser rápida e dizer que, como o desafio é escolher uma música e não um album, eu havia escolhido a música que mais me chamou a atenção na trilha, pela letra gracinha e pelo ritmo que até hoje me faz querer sair dançando no meio da rua - qdo eu não estou querendo destruir computadores que engolhem meus textos, óbvio.
Então, sem maiores delongas, Sras. e Srs., She's Got You High, de uma banda chamada Mumm-ra, sobre a qual eu nunca me dei ao trabalho de pesquisar, mas que merece o premio de originalidade pelo nome, vamos concordar. tunder, tunder, tundercartsss uhaa!!
E como eu sou boazinha, vou deixar vcs com algumas fotos da viagem - já que tudo que eu escrevi não sobreviveu, fiquem pelo menos com as imagens!!
E blergh para vcs! Hunpf.
não, não era uma geleira.
Camiñito e Dieguito.
eu e minha Quilmes.
e eu e minha sister.
E por hoje é só pessoal!! =P
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Um breve segundo para agradecer... ah, e o day 05 - a song that reminds you of someone
Quase meia-noite e meia, e eu ainda aqui, tentando escrever o post nº 5 do 30 day Song Challenge, pq afinal de contas eu havia decidido ser fiel ao desafio e escrever um post por dia, e já fiquei para trás nos ultimos dois (pschhhhhh, eu não conto para ninguém, se vcs não contarem). Então eu enfrentei o sono, encarei o cansaço, fiz um sanduíche e uma xícara de nescau, e sentei minha bunda na cadeira da sala para escrever no computador capenga da minha mãe - pq meu netbook chegou hoje, mas veio com defeito na placa wireless e agora eu tenho quase um computador da barbie para escrever coisas no word. Hunpf.
Ah tá, o desafio. Mas minha mente se nega a pensar no desafio. Aqui, tremendo de frio (eita terra fria essa Curitiba meu deus!), tomando chocolate quente e ouvindo minha mãe sentada no sofá falando sobre a morte do Bin Laden, eu sinto uma imensa vontade de escrever sobre tudo, e sobre nada ao mesmo tempo. Sinto uma imensa vontade de escrever simplesmente sobre a minha vida, quem sabe para simplesmente agradecer pelo que hoje é - ou melhor, pelo que hoje eu fiz da minha vida. Agradecer pq eu tenho uma mãe com quem eu posso falar sobre o Bin Laden, enquanto assistimos a mais um dos infinitos programas de decoração que ela tanto gosta. Uma mãe que me espera acordada todos os dias, mesmo em dias como hoje, qdo eu chego tarde da noite de uma reunião de trabalho, e pareço mais interessada no computador do que nela. Agradecer pq eu acabei de vir de uma reunião de trabalho, que na verdade foi uma reunião com alguns dos meus melhores amigos, de onde saímos com um argumento pronto e uma possibilidade de trabalharmos juntos e fazer algo em que realmente acreditamos. Agradecer por ter algumas pessoas para chamar de melhores amigos, agradecer por eles terem entrado na minha vida a mais de um ano atrás, e principalmente, por terem ficado nela - sem previsão nenhuma de sair. Agradecer por poder ter amigos que ficarão na minha vida sem previsão de sair, simplesmente pq hoje em dia eu mesma não tenho mais previsão de sair dela, de me mudar, de ter que começar tudo de novo em algum outro canto qquer desse país. Agradecer pq finalmente eu me acostumei a ficar em único lugar, e acreditei que poderia começar projetos a longo prazo, sem aquela sensação absurda de que eu ia ter que largar tudo de uma hora para outra. Agradecer pq graças a ter superado tudo isso eu terminei uma faculdade, onde aprendi coisas maravilhosas que eu nunca vou usar na vida. Mas onde eu conheci algumas das pessoas que hoje em dia são tudo para mim. Agradecer pelo bendito dia em que minha melhor amiga resolveu se inscrever naquele mesmo vestibular e cursar apenas um semestre de faculdade, e agradecer mais ainda por uma noite qquer onde decidimos ficar conversando somente nós duas, ao invés de subir direto para a sala, e descobrimos ali uma afinidade que nunca teria fim e que renderia mais horas de conversa do que a língua humana é capaz de aguentar. Agradecer pq essa mesma amiga consegue conhecer tudo a meu respeito, e ainda assim me amar e respeitar -além de me dizer qdo eu estou surtando e passando dos limites, como ela sempre faz. Agradecer pq graças a ela e a todas as conversas que nós tivemos - e teremos - eu me tornei uma pessoa melhor, que se conhece melhor e que por isso mesmo, surta menos, a cada dia bem menos (baby steps, baby steps). Agradecer pelo dia em que eu me apaixonei por alguém que me fez querer trabalhar com direitos humanos - e que isso tenha me feito muito mais feliz do que a paixão em si. Agradecer pq trabalhar com direitos humanos me rendeu amigos, crenças, uma causa na qual acreditar, e uma Parada anual que é a luz dos meus olhos. Agradecer pelo dia em que nesse mesmo trabalho tivemos a idéia de fazermos alguns documentários, e para isso, contratamos alguns moços bonitos que mexiam com isso em Curitiba. Agradecer pelo dia em que meus atuais chefes entraram em meu antigo escritório com câmera na mão, e eu vi que minha paixão pela sétima arte não tinha morrido no minuto em que eu tranquei a faculdade de Cinema no RJ. Agradecer pq a vida deu voltas e voltas, e de alguma maneira absurda eu acabei, um ano depois, trabalhando para aqueles mesmos moços bonitos que hoje eu chamo de chefes e amigos. Agradecer pq eu achei meu lugar no mundo qdo me meti a fazer produção, e vi que finalmente aquela mania de dar conta de tudo e de resolver os problemas do mundo teria uma função prática e útil. E que todas aquelas contas que eu aprendi a fazer qdo trabalhava no pior emprego do mundo, na tesouraria de uma escola de inglês, serviram para me ensinar a cuidar de uma parte dos projetos que quase ninguém quer saber. Agradecer pq mesmo em crise, eu ainda consigo perceber que eu faço algo que amo, que me completa e que isso é perceptível para quem trabalha comigo - e por isso mesmo eles continuam querendo que eu trabalhe com eles. Agradecer pq mesmo cansada, eu tenho dois filmes para produzir em dois meses, dois roteiros para escrever com meus amigos, vários projetos para tirar do papel e uma tonelada de idéias esperando para ganhar vida. E mesmo qdo minha única vontade é ficar deitada no escuro do meu quarto, todas essas coisas me fazem levantar da cama e encarar minhas responsabilidades de frente, pq meu trabalho, minha reputação como profissional, é o que eu tenho de mais meu nessa vida. Agradecer pq perto daquela menina assustada que eu costumava ser quando era adolescente, com medo de que a vida nunca fosse tão boa qto em meus sonhos, a mulher que eu me tornei conseguiu realizar muito - embora a sensação ainda seja de que é pouco, muito pouco.
Agradecer por ser eu mesma, simples assim.
Ah..... o desafio. Pois é. Depois dessa sessão de terapia online, difícil pensar em uma música que me lembre alguém.... Pq de todas as pessoas pelas quais eu agradeci aí em cima, de nenhuma delas eu vou realmente lembrar através de uma música. Ah, claro, existe a Detalhes que eternamente vai lembrar minha mãe, existe toda a trilha do 500 days of Summer que sempre vai me lembrar das melhores férias da minha vida, em Buenos aires com a minha melhor amiga Cindy, existe a Lose somebody, do Kings of Leon, que para sempre, ever and ever, vai me fazer lembrar da Gi, e de nós duas, às duas da manhã, voltando cansadas e moralmente exaustas de um set de gravação e berrando essa música com os vidros do carro abertos, como se cada palavra de música posta para fora tivesse o poder de aliviar o cansaço e as frustações daquele dia. Existe até a Californication, do Red Hot Chilli Peppers, que me lembra a minha irmã pelo simples fato de que deve ser uma das músicas que ela mais odeia no mundo. Mas não. Não tô afim de falar de nenhuma dessas músicas, nem de nenhuma dessas pessoas (mas coloquei os links para o facebook delas para que mesmo sem que eu fale, vcs possam dar uma espiadinha e conhecer um pouco algumas das pessoas que fazem meu mundo girar).
Eu quero mesmo, depois de tanto agradecer por ser eu mesma, é falar é de mim. Quero falar da pessoa que eu fui, ou melhor, das pessoas que eu fui e que me transformaram em quem eu sou hoje. De todas as pessoas que eu já fui, em todos os momentos da minha vida, existe uma que eu guardo junto ao peito. Era uma menina de 18 anos, que jurava que era mulher, e que tinha o mundo aos seus pés - e que como toda menina de 18 anos, ficou com medo e deixou o mundo escorrer por entre os dedos. Mas era uma menina que amava com vontade, que sonhava com vontade, que era forte, muito mais forte do que ela mesma sabia. Era uma menina que havia sobrevivido à adolescência sem nem saber como, e que ainda olhava as estrelas pensando que sua alma gêmea estava em algum canto olhando elas também - e que olhava a lua e via um símbolo mágico, e tinha toda a vontade de compreender os mistérios do universo. Se eu tenho que lembrar de alguém hoje, é dessa menina que eu quero lembrar. E sim, existe uma música que me lembra dela, com tanta clareza que eu posso sentir o cheiro do seu quarto, lembrar do azul das paredes, do calor das noites cariocas, da textura dos botões do rádio velho onde ela colocava a fita cassete onde havia gravado a tal música, direto de um programa qquer da Jovem Pan.
Momento para confissão: eu tenho vergonha dessa música. Ela devia era estar no dia dos guilty pleasures ou ainda, no dia da musica que eu costumava amar e agora não gosto mais. Tenho tanta vergonha dessa musica que pensei em dizer que a música q mais me lembra eu mesma naquela época é a Love of my Life, do Santana, cantada pela voz lindaesexyetudodebom do Dave Matthews - que com certeza é a minha música favorita daquela época. Mas não estou falando da minha música favorita, estou falando da música que mais me lembra a menina q eu era naqueles dias. E eu posso lembrar perfeitamente das noites em que eu deixava as imensas janelas do meu quarto (no 11º andar de um daqueles muitos edificios antigos de Niterói) abertas, só para ver a lua gigante sobre a praia, que de tão bonita que era sob o luar, nem parecia tão poluída qto era durante o dia. Lembro com perfeição das noites em que passei olhando a lua como quem olha para um futuro e um universo cheio de possibilidades, enquanto a música no radio dizia "Met you underneath the moon, the night was over much too soon....".
Sra. e srs., com vcs, You Stay With Me, de ninguém menos que Ricky Martin. Sim, é brega, e sim, a voz dele é péssima até para um ex-menudo. Mas aquela menina de 18 anos gostava, e é nela que eu quero dormir pensando hoje.
Ah tá, o desafio. Mas minha mente se nega a pensar no desafio. Aqui, tremendo de frio (eita terra fria essa Curitiba meu deus!), tomando chocolate quente e ouvindo minha mãe sentada no sofá falando sobre a morte do Bin Laden, eu sinto uma imensa vontade de escrever sobre tudo, e sobre nada ao mesmo tempo. Sinto uma imensa vontade de escrever simplesmente sobre a minha vida, quem sabe para simplesmente agradecer pelo que hoje é - ou melhor, pelo que hoje eu fiz da minha vida. Agradecer pq eu tenho uma mãe com quem eu posso falar sobre o Bin Laden, enquanto assistimos a mais um dos infinitos programas de decoração que ela tanto gosta. Uma mãe que me espera acordada todos os dias, mesmo em dias como hoje, qdo eu chego tarde da noite de uma reunião de trabalho, e pareço mais interessada no computador do que nela. Agradecer pq eu acabei de vir de uma reunião de trabalho, que na verdade foi uma reunião com alguns dos meus melhores amigos, de onde saímos com um argumento pronto e uma possibilidade de trabalharmos juntos e fazer algo em que realmente acreditamos. Agradecer por ter algumas pessoas para chamar de melhores amigos, agradecer por eles terem entrado na minha vida a mais de um ano atrás, e principalmente, por terem ficado nela - sem previsão nenhuma de sair. Agradecer por poder ter amigos que ficarão na minha vida sem previsão de sair, simplesmente pq hoje em dia eu mesma não tenho mais previsão de sair dela, de me mudar, de ter que começar tudo de novo em algum outro canto qquer desse país. Agradecer pq finalmente eu me acostumei a ficar em único lugar, e acreditei que poderia começar projetos a longo prazo, sem aquela sensação absurda de que eu ia ter que largar tudo de uma hora para outra. Agradecer pq graças a ter superado tudo isso eu terminei uma faculdade, onde aprendi coisas maravilhosas que eu nunca vou usar na vida. Mas onde eu conheci algumas das pessoas que hoje em dia são tudo para mim. Agradecer pelo bendito dia em que minha melhor amiga resolveu se inscrever naquele mesmo vestibular e cursar apenas um semestre de faculdade, e agradecer mais ainda por uma noite qquer onde decidimos ficar conversando somente nós duas, ao invés de subir direto para a sala, e descobrimos ali uma afinidade que nunca teria fim e que renderia mais horas de conversa do que a língua humana é capaz de aguentar. Agradecer pq essa mesma amiga consegue conhecer tudo a meu respeito, e ainda assim me amar e respeitar -além de me dizer qdo eu estou surtando e passando dos limites, como ela sempre faz. Agradecer pq graças a ela e a todas as conversas que nós tivemos - e teremos - eu me tornei uma pessoa melhor, que se conhece melhor e que por isso mesmo, surta menos, a cada dia bem menos (baby steps, baby steps). Agradecer pelo dia em que eu me apaixonei por alguém que me fez querer trabalhar com direitos humanos - e que isso tenha me feito muito mais feliz do que a paixão em si. Agradecer pq trabalhar com direitos humanos me rendeu amigos, crenças, uma causa na qual acreditar, e uma Parada anual que é a luz dos meus olhos. Agradecer pelo dia em que nesse mesmo trabalho tivemos a idéia de fazermos alguns documentários, e para isso, contratamos alguns moços bonitos que mexiam com isso em Curitiba. Agradecer pelo dia em que meus atuais chefes entraram em meu antigo escritório com câmera na mão, e eu vi que minha paixão pela sétima arte não tinha morrido no minuto em que eu tranquei a faculdade de Cinema no RJ. Agradecer pq a vida deu voltas e voltas, e de alguma maneira absurda eu acabei, um ano depois, trabalhando para aqueles mesmos moços bonitos que hoje eu chamo de chefes e amigos. Agradecer pq eu achei meu lugar no mundo qdo me meti a fazer produção, e vi que finalmente aquela mania de dar conta de tudo e de resolver os problemas do mundo teria uma função prática e útil. E que todas aquelas contas que eu aprendi a fazer qdo trabalhava no pior emprego do mundo, na tesouraria de uma escola de inglês, serviram para me ensinar a cuidar de uma parte dos projetos que quase ninguém quer saber. Agradecer pq mesmo em crise, eu ainda consigo perceber que eu faço algo que amo, que me completa e que isso é perceptível para quem trabalha comigo - e por isso mesmo eles continuam querendo que eu trabalhe com eles. Agradecer pq mesmo cansada, eu tenho dois filmes para produzir em dois meses, dois roteiros para escrever com meus amigos, vários projetos para tirar do papel e uma tonelada de idéias esperando para ganhar vida. E mesmo qdo minha única vontade é ficar deitada no escuro do meu quarto, todas essas coisas me fazem levantar da cama e encarar minhas responsabilidades de frente, pq meu trabalho, minha reputação como profissional, é o que eu tenho de mais meu nessa vida. Agradecer pq perto daquela menina assustada que eu costumava ser quando era adolescente, com medo de que a vida nunca fosse tão boa qto em meus sonhos, a mulher que eu me tornei conseguiu realizar muito - embora a sensação ainda seja de que é pouco, muito pouco.
Agradecer por ser eu mesma, simples assim.
Ah..... o desafio. Pois é. Depois dessa sessão de terapia online, difícil pensar em uma música que me lembre alguém.... Pq de todas as pessoas pelas quais eu agradeci aí em cima, de nenhuma delas eu vou realmente lembrar através de uma música. Ah, claro, existe a Detalhes que eternamente vai lembrar minha mãe, existe toda a trilha do 500 days of Summer que sempre vai me lembrar das melhores férias da minha vida, em Buenos aires com a minha melhor amiga Cindy, existe a Lose somebody, do Kings of Leon, que para sempre, ever and ever, vai me fazer lembrar da Gi, e de nós duas, às duas da manhã, voltando cansadas e moralmente exaustas de um set de gravação e berrando essa música com os vidros do carro abertos, como se cada palavra de música posta para fora tivesse o poder de aliviar o cansaço e as frustações daquele dia. Existe até a Californication, do Red Hot Chilli Peppers, que me lembra a minha irmã pelo simples fato de que deve ser uma das músicas que ela mais odeia no mundo. Mas não. Não tô afim de falar de nenhuma dessas músicas, nem de nenhuma dessas pessoas (mas coloquei os links para o facebook delas para que mesmo sem que eu fale, vcs possam dar uma espiadinha e conhecer um pouco algumas das pessoas que fazem meu mundo girar).
Eu quero mesmo, depois de tanto agradecer por ser eu mesma, é falar é de mim. Quero falar da pessoa que eu fui, ou melhor, das pessoas que eu fui e que me transformaram em quem eu sou hoje. De todas as pessoas que eu já fui, em todos os momentos da minha vida, existe uma que eu guardo junto ao peito. Era uma menina de 18 anos, que jurava que era mulher, e que tinha o mundo aos seus pés - e que como toda menina de 18 anos, ficou com medo e deixou o mundo escorrer por entre os dedos. Mas era uma menina que amava com vontade, que sonhava com vontade, que era forte, muito mais forte do que ela mesma sabia. Era uma menina que havia sobrevivido à adolescência sem nem saber como, e que ainda olhava as estrelas pensando que sua alma gêmea estava em algum canto olhando elas também - e que olhava a lua e via um símbolo mágico, e tinha toda a vontade de compreender os mistérios do universo. Se eu tenho que lembrar de alguém hoje, é dessa menina que eu quero lembrar. E sim, existe uma música que me lembra dela, com tanta clareza que eu posso sentir o cheiro do seu quarto, lembrar do azul das paredes, do calor das noites cariocas, da textura dos botões do rádio velho onde ela colocava a fita cassete onde havia gravado a tal música, direto de um programa qquer da Jovem Pan.
Momento para confissão: eu tenho vergonha dessa música. Ela devia era estar no dia dos guilty pleasures ou ainda, no dia da musica que eu costumava amar e agora não gosto mais. Tenho tanta vergonha dessa musica que pensei em dizer que a música q mais me lembra eu mesma naquela época é a Love of my Life, do Santana, cantada pela voz lindaesexyetudodebom do Dave Matthews - que com certeza é a minha música favorita daquela época. Mas não estou falando da minha música favorita, estou falando da música que mais me lembra a menina q eu era naqueles dias. E eu posso lembrar perfeitamente das noites em que eu deixava as imensas janelas do meu quarto (no 11º andar de um daqueles muitos edificios antigos de Niterói) abertas, só para ver a lua gigante sobre a praia, que de tão bonita que era sob o luar, nem parecia tão poluída qto era durante o dia. Lembro com perfeição das noites em que passei olhando a lua como quem olha para um futuro e um universo cheio de possibilidades, enquanto a música no radio dizia "Met you underneath the moon, the night was over much too soon....".
Sra. e srs., com vcs, You Stay With Me, de ninguém menos que Ricky Martin. Sim, é brega, e sim, a voz dele é péssima até para um ex-menudo. Mas aquela menina de 18 anos gostava, e é nela que eu quero dormir pensando hoje.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
day 04 - a song that makes you sad
Aiai. Poxa, uma canção que me deixa triste.....
Na verdade eu pensei em duas: a primeira que me ocorreu , é uma das musicas mais lindas de todos os tempos, sobre a qual, para variar, eu já escrevi aqui. Essa música fala sobre uma noite perfeita, onde tudo o que vc vai precisar para te fazer feliz pelo resto da sua vida, é a lembrança, a memória daquele instante mágico, daquele sorriso da pessoa amada, daquele momento em que a vida era completa, simplesmente por ter alguém tão especial do seu lado. E é exatamente por isso, que ela me deixa triste. Saudades de algo que eu nunca tive, sabecomoé? Mas daí eu pensei melhor - e Deus sabe que eu estou sempre mudando de idéia e pensando melhor - e eu achei injusto eleger essa música como algo que me deixa triste. Pq sim, ela me deixa triste, melancólica, mas se eu for sincera comigo mesma (oh my!), ela também, bem lá no fundo, desperta em mim um restinho de esperança, uma vontade, uma espécie de desejo, daqueles pedidos que fazemos em silêncio quando vemos uma estrela cadente, e que guardamos num cantinho do peito, para que nem a gente mesmo se lembre - e sinta falta - dele.
So no, this one won`t do it. Então daí eu pensei, pensei, pensei, e de repente, lembrei. Lembrei de uma música que eu não escuto a muito tempo, exatamente pq ela, ao contrário da música aí em cima, me faz pensar em tudo o que eu não quero - nem ser, nem ter. É uma música daquelas doloridas, sofridas, que acenam com todo o desespero que qquer um que realmente já amou, sentiu em um momentou ou outro. Ela fala sobre o desespero por compreender a pessoa amada, por saber o que a faria feliz, ou pior, por saber onde foi que você errou, e como vc poderia se moldar, se transformar no que essa pessoa quer, como se isso fosse resolver tudo. E é exatamente esse desespero que me corta o coração e me faz lembrar de quantas vezes eu também já me perguntei todas essas coisas, e quis ser algo que eu não era, na tentativa de ser amada. Essa música para mim, é a música da negação, daquele momento estúpido onde não vemos que não importa o que a gente faça - se sabemos ou não quais são as cores e as coisas que prenderiam aquela pessoa - pq essa pessoa simplesmente não nos quer. Simples assim. (Mas é claro que nunca é simples assim).
Hoje em dia, isso me dá um medo danado, sabia? Talvez até maior do que o medo de ficar sozinha. Fico apavorada com a possibilidade de me pegar em algum momento, pensando em como eu poderia mudar para tentar ser algo que eu não sou - alguém que eu não sou - para conquistar um amor de uma pessoa que na verdade, nunca me quis (pq afinal se me quisesse, eu não precisaria ser nada mais além do que eu mesma).
E é exatamente por isso que essa música nunca falha em me deixar triste, com uma vontade imensa de chorar e uma melancolia que não tem fim. Pq me dá medo - medo de todas as vezes na vida, em que eu ainda vou me pegar perguntado "Será que você ainda pensa em mim?"...
Meleca né??
Sras. e Srs., com vcs, Quase um Segundo, composta por Herbert Vianna, mas cantada por Cazuza - pq foi através da voz dele que eu a escutei pela primeira vez, e pq ninguém cantava uma tristeza como ele...
Na verdade eu pensei em duas: a primeira que me ocorreu , é uma das musicas mais lindas de todos os tempos, sobre a qual, para variar, eu já escrevi aqui. Essa música fala sobre uma noite perfeita, onde tudo o que vc vai precisar para te fazer feliz pelo resto da sua vida, é a lembrança, a memória daquele instante mágico, daquele sorriso da pessoa amada, daquele momento em que a vida era completa, simplesmente por ter alguém tão especial do seu lado. E é exatamente por isso, que ela me deixa triste. Saudades de algo que eu nunca tive, sabecomoé? Mas daí eu pensei melhor - e Deus sabe que eu estou sempre mudando de idéia e pensando melhor - e eu achei injusto eleger essa música como algo que me deixa triste. Pq sim, ela me deixa triste, melancólica, mas se eu for sincera comigo mesma (oh my!), ela também, bem lá no fundo, desperta em mim um restinho de esperança, uma vontade, uma espécie de desejo, daqueles pedidos que fazemos em silêncio quando vemos uma estrela cadente, e que guardamos num cantinho do peito, para que nem a gente mesmo se lembre - e sinta falta - dele.
So no, this one won`t do it. Então daí eu pensei, pensei, pensei, e de repente, lembrei. Lembrei de uma música que eu não escuto a muito tempo, exatamente pq ela, ao contrário da música aí em cima, me faz pensar em tudo o que eu não quero - nem ser, nem ter. É uma música daquelas doloridas, sofridas, que acenam com todo o desespero que qquer um que realmente já amou, sentiu em um momentou ou outro. Ela fala sobre o desespero por compreender a pessoa amada, por saber o que a faria feliz, ou pior, por saber onde foi que você errou, e como vc poderia se moldar, se transformar no que essa pessoa quer, como se isso fosse resolver tudo. E é exatamente esse desespero que me corta o coração e me faz lembrar de quantas vezes eu também já me perguntei todas essas coisas, e quis ser algo que eu não era, na tentativa de ser amada. Essa música para mim, é a música da negação, daquele momento estúpido onde não vemos que não importa o que a gente faça - se sabemos ou não quais são as cores e as coisas que prenderiam aquela pessoa - pq essa pessoa simplesmente não nos quer. Simples assim. (Mas é claro que nunca é simples assim).
Hoje em dia, isso me dá um medo danado, sabia? Talvez até maior do que o medo de ficar sozinha. Fico apavorada com a possibilidade de me pegar em algum momento, pensando em como eu poderia mudar para tentar ser algo que eu não sou - alguém que eu não sou - para conquistar um amor de uma pessoa que na verdade, nunca me quis (pq afinal se me quisesse, eu não precisaria ser nada mais além do que eu mesma).
E é exatamente por isso que essa música nunca falha em me deixar triste, com uma vontade imensa de chorar e uma melancolia que não tem fim. Pq me dá medo - medo de todas as vezes na vida, em que eu ainda vou me pegar perguntado "Será que você ainda pensa em mim?"...
Meleca né??
Sras. e Srs., com vcs, Quase um Segundo, composta por Herbert Vianna, mas cantada por Cazuza - pq foi através da voz dele que eu a escutei pela primeira vez, e pq ninguém cantava uma tristeza como ele...
"Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?"
Será que você ainda pensa?"
sábado, 30 de abril de 2011
day 03 - a song that makes you happy
Na verdade, eu tenho algumas músicas que sempre colocam um sorriso no meu rosto. Mas tem uma em especial, que nunca falha em me fazer sentir leve, feliz, quase sexy - in a very, very happy way.
;)
Como eu já havia escrito um post sobre ela láááá em 2009, resolvi copiar ele aqui, inclusive com um quadro, que não tem nada a ver com o desafio, mas que me ajuda a explicar o pq eu gosto tanto dessa música....
Sras. e Srs., Lets do it.

Eu simplesmente amo essa música, por causa dessa cena deliciosa de um dos clássicos sessão da tarde da minha infância....
Qdo ouvi a versão em português com a Elza Soares e o Chico, amei mais ainda....
Sabe qdo uma música te faz bem, faz tudo parecer mais simples? Just like love should be??
E então, dei de cara com essa imagem aí em cima, a combinação do meu quadro favorito, com uma das minhas músicas prediletas.... Engraçado que este quadro para mim (e todas as versões desse "O Beijo" do Klimt) representa o amor em sua forma mais sofrida, necessária, entregue. Enquanto a música, é o amor sacaninha, gostosinho, aquela coisa tudo de bom que coloca um sorriso na sua cara e te faz ficar de bem com a vida.
Gostei da combinação inusitada dos dois. E nessas fases de epifanias desvairadas, fico pensando se dá mesmo, para combinar tudo isso na vida real.... Será?
Let's do It (let's Fall In Love)
;)
Como eu já havia escrito um post sobre ela láááá em 2009, resolvi copiar ele aqui, inclusive com um quadro, que não tem nada a ver com o desafio, mas que me ajuda a explicar o pq eu gosto tanto dessa música....
Sras. e Srs., Lets do it.

Eu simplesmente amo essa música, por causa dessa cena deliciosa de um dos clássicos sessão da tarde da minha infância....
Qdo ouvi a versão em português com a Elza Soares e o Chico, amei mais ainda....
Sabe qdo uma música te faz bem, faz tudo parecer mais simples? Just like love should be??
E então, dei de cara com essa imagem aí em cima, a combinação do meu quadro favorito, com uma das minhas músicas prediletas.... Engraçado que este quadro para mim (e todas as versões desse "O Beijo" do Klimt) representa o amor em sua forma mais sofrida, necessária, entregue. Enquanto a música, é o amor sacaninha, gostosinho, aquela coisa tudo de bom que coloca um sorriso na sua cara e te faz ficar de bem com a vida.
Gostei da combinação inusitada dos dois. E nessas fases de epifanias desvairadas, fico pensando se dá mesmo, para combinar tudo isso na vida real.... Será?
Let's do It (let's Fall In Love)
Birds do it, bees do it
Even educated fleas do it
Let's do it, let's fall in love
In Spain, the best upper sets do it
Lithuanians and Letts do it
Let's do it, let's fall in love
The Dutch in old Amsterdam do it
Not to mention the Fins
Folks in Siam do it - think of Siamese twins
Some Argentines, without means, do it
People say in Boston even beans do it
Let's do it, let's fall in love
Romantic sponges, they say, do it
Oysters down in oyster bay do it
Let's do it, let's fall in love
Cold Cape Cod clams, 'gainst their wish, do it
Even lazy jellyfish, do it
Let's do it, let's fall in love
Electric eels I might add do it
Though it shocks em I know
Why ask if shad do it - Waiter bring me
"shad roe"
In shallow shoals English soles do it
Goldfish in the privacy of bowls do it
Let's do it, let's fall in love
Os cidadãos no japão, fazem
Lá na china um bilhão, fazem
Façamos, vamos amar!
Os espanhóis, os lapões, fazem
Lituanos e letões, fazem
Façamos, vamos amar!
Os alemães em berlim, fazem
E também lá em bonn...
Em bombaim, fazem
Os hindus acham bom.
Nisseis, nikeis e sanseis, fazem
Lá em são francisco muitos gays fazem
Façamos, vamos amar!
Os rouxinóis e os saraus fazem
Picantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar!
Os jaburus no pará, fazem
Tico-ticos no fubá, fazem
Façamos, vamos amar!
Chinfrins galinhas afins fazem
E jamais dizem não...
Corujas, sim, fazem
Sábias como elas são
E os perus, todos nus, fazem
Gaviões, pavões e urubus, fazem
Façamos, vamos amar!
Dourados do solimões, fazem
Camarões e camarães, fazem
Façamos, vamos amar!
Piranhas, só por fazer, fazem
Namorados, por prazer, fazem
Façamos, vamos amar!
Peixes elétricos bem, fazem
Entre beijos e choques...
Garçons também fazem
Sem falar nos hadocs
Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus do mar em portugal, fazem
Façamos, vamos amar
Libélulas e nambus, fazem
Centopéias sem tabus, fazem
Façamos, vamos amar!
Os louva-deuses, por fé, fazem
Dizem que bichos de pé, fazem
Façamos, vamos amar!
As taturanas também fazem
Um amor incomum
Grilos, meu bem, fazem
E sem grilo nenhum.
Com seus ferrões, os zangões, fazem
Pulgas em calcinhas e calções, fazem
Façamos, vamos amar!
Tamanduás e tatus, fazem
Corajosos cangurus, fazem
Façamos vamos amar!
Coelhos só e tão só, fazem
Macaquinhos no cipó, fazem
Façamos, vamos amar
Gatinhas com seus gatões,fazem
Dando gritos de ais...
Os garanhões fazem,
Esses fazem demais
Leões ao léu, sob o céu, fazem
Ursos lambuzando-se no mel, fazem
Façamos, vamos amar!
Façamos, vamos amar!!
Even educated fleas do it
Let's do it, let's fall in love
In Spain, the best upper sets do it
Lithuanians and Letts do it
Let's do it, let's fall in love
The Dutch in old Amsterdam do it
Not to mention the Fins
Folks in Siam do it - think of Siamese twins
Some Argentines, without means, do it
People say in Boston even beans do it
Let's do it, let's fall in love
Romantic sponges, they say, do it
Oysters down in oyster bay do it
Let's do it, let's fall in love
Cold Cape Cod clams, 'gainst their wish, do it
Even lazy jellyfish, do it
Let's do it, let's fall in love
Electric eels I might add do it
Though it shocks em I know
Why ask if shad do it - Waiter bring me
"shad roe"
In shallow shoals English soles do it
Goldfish in the privacy of bowls do it
Let's do it, let's fall in love
Os cidadãos no japão, fazem
Lá na china um bilhão, fazem
Façamos, vamos amar!
Os espanhóis, os lapões, fazem
Lituanos e letões, fazem
Façamos, vamos amar!
Os alemães em berlim, fazem
E também lá em bonn...
Em bombaim, fazem
Os hindus acham bom.
Nisseis, nikeis e sanseis, fazem
Lá em são francisco muitos gays fazem
Façamos, vamos amar!
Os rouxinóis e os saraus fazem
Picantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar!
Os jaburus no pará, fazem
Tico-ticos no fubá, fazem
Façamos, vamos amar!
Chinfrins galinhas afins fazem
E jamais dizem não...
Corujas, sim, fazem
Sábias como elas são
E os perus, todos nus, fazem
Gaviões, pavões e urubus, fazem
Façamos, vamos amar!
Dourados do solimões, fazem
Camarões e camarães, fazem
Façamos, vamos amar!
Piranhas, só por fazer, fazem
Namorados, por prazer, fazem
Façamos, vamos amar!
Peixes elétricos bem, fazem
Entre beijos e choques...
Garçons também fazem
Sem falar nos hadocs
Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus do mar em portugal, fazem
Façamos, vamos amar
Libélulas e nambus, fazem
Centopéias sem tabus, fazem
Façamos, vamos amar!
Os louva-deuses, por fé, fazem
Dizem que bichos de pé, fazem
Façamos, vamos amar!
As taturanas também fazem
Um amor incomum
Grilos, meu bem, fazem
E sem grilo nenhum.
Com seus ferrões, os zangões, fazem
Pulgas em calcinhas e calções, fazem
Façamos, vamos amar!
Tamanduás e tatus, fazem
Corajosos cangurus, fazem
Façamos vamos amar!
Coelhos só e tão só, fazem
Macaquinhos no cipó, fazem
Façamos, vamos amar
Gatinhas com seus gatões,fazem
Dando gritos de ais...
Os garanhões fazem,
Esses fazem demais
Leões ao léu, sob o céu, fazem
Ursos lambuzando-se no mel, fazem
Façamos, vamos amar!
Façamos, vamos amar!!
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